terça-feira, 28 de junho de 2011
1º Baile dos Enamorados para a terceira idade em Pirituba - SP
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O Museu Paulista da Universidade de São Paulo oferece novidades ao público para comemorar o Dia Internacional dos Museus, no próximo 18 de maio.
Numa parceria inédita com o Museu de Zoologia da USP, os visitantes que quiserem visitar os dois museus do Parque da Independência em um mesmo dia poderão adquirir o Ingresso Dois-em-um. A promoção é válida entre os dias 18 de maio e 18 de agosto de 2010 e pretende facilitar o acesso do público aos museus, a suas exposições e a seus acervos. O valor do ingresso é de R$ 6,00 e a meia-entrada é R$3,00.
Também no dia 18 de maio será exposta ao público pela primeira vez a mais nova aquisição do Museu Paulista. É a tela Paisagem do campo do Ipiranga, de Antônio Parreiras, que passou a integrar o acervo do Museu em 2010. Realizada em 1893, a pintura mostra o Monumento do Ipiranga no ano de sua inauguração, em meio a uma paisagem ainda rural.
Quem visitar o Museu Paulista a partir do dia 18 poderá conhecer o início da reformulação da área expositiva central do Museu. Novos textos e painéis explicativos abordam de maneira aprofundada a decoração do Hall e da escadaria do edifício. Essa reformulação se estenderá ao longo de 2010 para o piso superior e o Salão Nobre, local em que está a tela Independência ou Morte.
O Museu Paulista está aberto ao público de terça a domingo das 9:00 às 17:00. Consulte o site para maiores informações: WWW.mp.usp.br.
ANTONIO PARREIRAS VOLTA AO IPIRANGA obra do pintor que retrata o Museu, entra para o acervo da instituição
de Antônio Parreiras, para o acervo do Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga)
Data de abertura ao público: 18/05/2010 – Dia Internacional dos Museus
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 100 x 147 cm.
Assinatura: “AParreiras S. Paulo 93” (c.i.e.)
Observação: o proprietário anterior não aceita divulgação de seu nome e nem do valor da transação.
ANTONIO PARREIRAS VOLTA AO IPIRANGA
obra do pintor que retrata o Museu, entra para o acervo da instituição
A pintura Paisagem do Campo do Ipiranga, de Antônio Parreiras, acaba de ser adquirida pelo Museu Paulista da Universidade de São Paulo e será mostrada ao público a partir do dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus. A obra, que sempre esteve em mãos de particulares, só pôde ser trazida para o acervo do Museu graças ao apoio decisivo da Reitoria da USP, por intermédio da Comissão de Orçamento e Patrimônio, presidida pelo Prof. Joaquim José de Camargo Engler.
A obra data de 1893 e mostra a paisagem do Ipiranga já com o edifício do Museu, que tinha sido inaugurado poucos anos antes, em 1890, como primeiro monumento à Independência do Brasil. 1893 foi exatamente o ano em que se deu a criação jurídica do Museu, que incluiu a destinação do edifício-monumento como local para sua instalação. Até ali o edifício chamava-se Monumento do Ipiranga justamente para marcar o sítio histórico em que, às margens do riacho de mesmo nome, havia ocorrido o episódio identificado com a Independência do Brasil (popularmente conhecido como “O Grito do Ipiranga”). O Museu, porém, sempre se chamou Museu Paulista, foi inaugurado em 7 de setembro de 1895 e em 1934 tornou-se Instituto Complementar da Universidade de São Paulo, sendo a ela definitivamente incorporado em 1963, passando então a se denominar Museu Paulista da Universidade de São Paulo.
A obra de Parreiras é uma pintura de paisagem, uma vista do Ipiranga, que, naquele momento, ainda era uma área de chácaras que circundavam o centro urbano de São Paulo mas já estava marcada pela presença do edifício monumental no qual se preparava a instalação do Museu Paulista. Na pintura, vê-se a topografia de pequenas montanhas que compunham a Colina do Ipiranga, a vegetação de campina – seja como área rural (uma cerca de arame farpado o indica), seja por sua vegetação original, os Campos de Piratininga (a que o próprio título da obra possivelmente se refere) – e, ao alto, à direita, distante, sobranceiro, o grande edifício, em seu tom amarelo-ocre, tendo como fundo apenas nuvens empurradas pelo vento.
Nos anos de 1890, Parreiras foi presença constante em São Paulo, fazendo exposições na capital, pintando fazendas paulistas por encomenda de seus proprietários, convivendo com outros pintores da cena paulistana e colaborando como crítico de arte no jornal O Estado de S. Paulo (Salgueiro, 2009). Era de se esperar que tivesse se interessado pelo Ipiranga, que, além de seu caráter de sítio histórico, causava impacto, naquele momento, pela grandeza do edifício monumental ali construído, projeto do arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi, obra de engenharia e arquitetura surpreendentemente arrojada para a São Paulo daquele período (cf. Witter dir., 1997; Meneses dir., 1990)
Além do interesse mais evidente que desperta por retratar o próprio Museu e seu entorno, a pintura Paisagem do Campo do Ipiranga expressa características e valores que a história da arte costuma relacionar a Parreiras: plasticamente, as cores suaves e discretamente nuançadas de sua paleta no final do século 19, que interpretam a natureza como um ambiente difuso, sem contornos (Teixeira Leite, 1988); a própria escolha da paisagem natural, pintada e interpretada a partir da observação, corresponde a uma forma, por ele defendida, de afirmar a pintura nacional pela representação da natureza e dos ambientes locais (Salgueiro, 2009); a pintura ao ar livre, que tinha despertado sua própria identidade como pintor (Teixeira Leite, 1988), era tão importante para ele, que em 1891 – exatamente naquele período – fundou a Escola do Ar Livre, na qual dava aulas e pintava em campo, muitas vezes em excursões. A notícia de jornal, encontrada por Ruth Sprung Tarasantchi (2009), de que Parreiras fez esta pintura a partir da janela de seu quarto de hotel, confirma a inserção da obra nesta linhagem de pinturas ao ar livre a que se dedicava o pintor, no sentido da observação direta da paisagem.
E presume-se a possibilidade de que ele tenha ido ao local. É provável que tenha até mesmo participado, direta ou indiretamente, das preparações para a abertura do Museu, que ocorreria dois anos mais tarde, já que na solenidade de inauguração do Museu Paulista, estava exposta pelo menos uma outra pintura sua, Manhã de Inverno.
Já Campo do Ipiranga não veio antes para o Museu porque, logo que ficou pronto, foi exposto no Salão do Banco União e comprado por um particular (Tarasantchi, 2009), observando-se que eram comuns as exposições de arte em bancos e lojas comerciais pois justamente São Paulo ainda não tinha, naquele momento, museus ou galerias de arte; o Museu Paulista, com sua “Galeria Artística” seria o primeiro espaço público com esse fim.
Certamente valerá a pena ir ver a pintura de Parreiras no próprio Museu Paulista. E observar que neste lugar, embora hoje totalmente urbanizado e apesar das alterações havidas no próprio relevo, ainda se pode distinguir uma topografia de colina e, principalmente, o edifício monumental ao alto, atrás do qual, de alguns ângulos, ainda hoje se vê predominar o céu, as nuvens. Olhando, também, em sentido contrário, do Museu para o centro da cidade, graças à existência do Parque da Independência e da proteção que as leis e os órgãos de preservação do patrimônio dão a este conjunto histórico e paisagístico, ainda há espaço aberto para uma vista panorâmica de São Paulo, com a Serra da Cantareira ao fundo.
BIBLIOGRAFIA CITADA
- LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. [São Paulo]: Artlivre, 1988.
- MENESES, Ulpiano T. Bezerra de (dir.). Às margens do Ipiranga, 1890-1990 (exposição comemorativa do centenário do edifício do Museu Paulista da USP. São Paulo: Museu Paulista/USP/Bradesco, 1990.
- SALGUEIRO, Valéria. Pintor e crítico - Antônio Parreiras n’O Estado de São Paulo (1894-1895). 19&20, Rio de Janeiro, v. IV, n. 1, jan. 2009. Disponível em: .
- TARASANTCHI, Ruth Sprung. Laudo de autenticação da obra Campo do Ipiranga, por solicitação do Museu Paulista da USP, set. 2009.
- WITTER, José Sebastião (dir.). Museu Paulista, um monumento no Ipiranga: história de um edifício centenário e de sua recuperação. São Paulo: FIESP, 1997.
Profa. Heloisa Maria Silveira Barbuy, maio/2010
Autor: Antônio Parreiras (Niterói, 1860 – id. 1937).
Título: Paisagem do Campo do Ipiranga (inscrito no verso)
Local e Data: São Paulo, junho de 1893
sábado, 6 de março de 2010
Chá com histórias
Com Sylvia Lohn
Terças-feiras, 16 de março e 13 de abril, 15 às 17 horas
15 vagas. Inscrições na recepção
Reunião de quitutes, chás, aromas e sabores às narrativas da tradição oral universal. Em seguida, visita monitorada pela Casa das Rosas com o grupo, com duração de 30 minutos.
Serviço
Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô
Telefone: (11) 3285-6986
www.casadasrosas-sp.org.br – www.poiesis.org.br
Twitter: @casadasrosas
Convênio com o estacionamento Patropi: Alameda Santos, 74
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
DIA INTERNACIONAL DO IDOSO, NO PARQUE DA ÁGUA BRANCA
Em comemoração ao Dia Internacional do Idoso, o Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, em parceria com a iniciativa privada, promove dois eventos gratuitos no Parque da Água Branca.
Nesta quinta-feira (1º de outubro), às 10 horas, será ministrada a palestra "Como a alimentação saudável pode colaborar para a melhoria da qualidade de vida na melhor idade", no auditório “Paulinho Nogueira”, sem necessidade de inscrição prévia.
De 5 a 9 de outubro, das 7 às 12 horas, ocorre a Semana de Avaliação Nutricional da Melhor Idade. Nutricionistas avaliarão o estado nutricional de adultos acima de 55 anos, na Praça do Idoso. É necessário marcar consulta.
Para se inscrever, entrar em contato com Silvane ou Kátia nos telefones 2588-5925 ou 2588-5928, das 9 às 16 horas, ou comparecer à secretaria do Fundo de até 2 de outubro. Mais informações no Espaço Convivência da Terceira Idade, ao lado da Praça do Idoso.