sexta-feira, 28 de agosto de 2009

São Caetano terá quarto Centro da Terceira Idade



Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

Com a expectativa de atender cerca de 400 idosos por dia, a Prefeitura de São Caetano inaugura no domingo (30) a quarta unidade do Centro Integrado de Saúde e Educação para Terceira Idade João Castaldelli. A unidade ficará na Avenida Kennedy, 2.400, no bairro Olímpico e oferecerá atividades físicas, oficinas de pintura em tela e tecido e serviços de saúde como atendimento fisioterápico, fonaudiologia, psicologia, nutrição e ambulatório.

De acordo com a assessora especial de coordenação da ação social de São Caetano, Regina Maura Zetone Grespan, para os munícipes idosos, o serviço será oferecido gratuitamente.

Uma das justificativas da administração para a criação de mais um centro foi a tendência de aumento da população idosa da cidade, que hoje corresponde a cerca de 35% do total. Foi investido cerca de R$ 1,2 milhão para a construção do espaço de 2.150 m² e compra de equipamentos.

OUTROS - Atualmente, São Caetano tem cerca de 27 mil associados e a previsão é de que esse número passe a 35 mil. As outras unidades ficam nos bairros São José, Santa Paula e Nova Gerty.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Universidade Federal de SP UNIFESP - faz no sábado mutirão da saúde para idosos

Agência Estado

São Paulo - A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) vai realizar no sábado um mutirão para avaliar a saúde de idosos a partir de 90 anos. A atividade será coordenada pela disciplina de Geriatria e Gerontologia. Serão feitos exames de glicemia, pressão arterial, equilíbrio e análise da alimentação dos participantes.



O mutirão será realizado das 10 horas às 15 horas na Rua Francisco de Castro, 105, Vila Clementino, próximo à estação Santa Cruz da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Para participar, basta comparecer ao local ou agendar um horário pelo telefone 9617-8520.


domingo, 23 de agosto de 2009

Os dados do Ministério da Sáude - AIDS






Segundo a definição do Ministério da Saúde, são consideradas idosas pessoas acima de 60 anos, de acordo com a Secretaria Nacional do Idoso – Ministério da Saúde.

População: 14,6% da população brasileira - cerca de 25 milhões de pessoas.

Casos de Aids na faixa etária de 50 a 59 anos:

Mulheres: 9.176 de casos notificados em mulheres de 1980 a junho de 2008

Homens: 19. 441de casos notificados em homens de 1980 a junho de 2008

Casos de Aids na faixa etária de 60 anos ou mais:

Mulheres: 3.156 de casos notificados

Homens: 6.593 de casos notificados

* Casos de aids notificados no SINAN, segundo sexo e faixa etária por ano de diagnóstico. Brasil, 1980-2008.

Categoria de exposição em indivíduos com 50 anos ou mais:

Sexo Masculino:
Heterossexual: 22,8%
Homossexual: 8,3%
UDI (Usuário de Drogas Injetáveis): 2,1%

Sexo Feminino:
Heterossexual: 94,9%
UDI ( Usuário de Drogas Injetáveis): 1,8%

* Casos de aids notificados no SINAN em indivíduos com 50 anos ou mais de idade, segundo categoria de exposição hierarquizada, por sexo e ano de diagnóstico.
Brasil, 1980-2008.

Categoria de exposição em todas as faixa etárias:

Sexo Masculino:
Heterossexual: 29,7 %
Homossexual: 20,7%
UDI ( Usuário de Drogas Injetáveis): 19,0 %

Sexo Feminino:
Heterossexual: 90,4%
UDI ( Usuário de Drogas Injetáveis): 8,5%

Fonte: Ministério da Saúde


Curso para cuidadores em Santos recebe inscrições até domingo.




Se você tem em casa um idoso acamado ou com dificuldades de locomoção, ou trabalha com este público e quer aprimorar seus conhecimentos, a dica é participar da 21ª edição do ‘Curso de Cuidadores de Idosos’, que a SMS (Secretaria de Saúde) organiza a partir do próximo dia 31.

Os interessados devem se inscrever de hoje (sexta – 21) a domingo (23), enviando ‘e-mail’ com dados pessoais (nome completo, telefone e endereço) para o endereço:

cuidadoressms@santos.sp.gov.br


Outra opção é ligar na terça-feira (dia 25), das 9h às 12h, para o telefone 3201-5267. As vagas, limitadas, são dirigidas a residentes em Santos. O curso, gratuito, se estenderá até 30 de setembro, com aulas no período da tarde, três vezes por semana, no auditório do prédio do Banco do Brasil (Rua XV de Novembro, 195 – Centro Histórico). Especialistas da própria SMS e convidados abordarão temas como depressão, primeiros socorros, hipertensão e diabetes, cuidados com medicamentos, higiene, nutrição, saúde bucal e sexualidade. A iniciativa é da Coordenadoria de Saúde do Adulto e do Idoso.

sábado, 22 de agosto de 2009

SAC - Como foi o seu atendimento?

AGENDA
Consumidor poderá relatar problemas com SAC no portal do MJ
Consumidores de todo o país ganharam mais uma ferramenta para discutir e relatar problemas dos serviços de atendimento ao consumidor (SACs) das empresas reguladas pelo Decreto nº 6.523/08.


Clique aqui e saiba mais.


Se você ligou no SAC de alguma dessas empresas e teve problemas, clique aqui

Banco Comercial
Cartão de Crédito
Energia Elétrica
Financeiras
Plano de Saúde
Seguradoras
Telefonia Celular
Telefonia Fixa
Transporte Aéreo
Transporte Terrestre
TV por Assinatura

Os fornecedores de serviços regulados pelo Poder Público Federal estão submetidos ao Decreto Nº 6.523/08, que regulamenta o serviço de atendimento ao consumidor – SAC.

O objetivo do relato que você registrará será o monitoramento das empresas sujeitas ao Decreto do SAC e poderá ser utilizado para ações de fiscalização e outras medidas do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). Caso você tenha interesse em apresentar uma reclamação, procure diretamente um dos órgãos do SNDC (Procons, Defensorias, Ministérios Públicos e Entidades Civis).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Programação SESC – São Paulo e Interior/agosto e setembro


espetáculos

 


SOLTANDO OS CACHORROS

 
 

SESC Santo André

Dia(s) 27/08 Quinta, às 16h.

 
 

O espetáculo teatral pretende, de maneira lírica e divertida

resgatar a alma e a verve de três grandes escritoras do sé...

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O AMOR SEM LIMITE

 
 

SESC Ribeirão Preto

Dia(s) 01/10 Quinta, às 15h.

 
 

O espetáculo é inspirado nos programas de rádio que

faziam a cabeça de todos até a década de 50. Conta a

estória de uma ... [leia mais]


 

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shows

 


WANDERLÉA

 
 

SESC Osasco

Dia(s) 25/08 Terça, às 15h.

 
 

Nesse show, a cantora apresenta algumas das canções

do seu mais recente trabalho "Nova Estação", como

as "Chiclete com B... [leia mais]


 

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BAILE AGOSTO COM GOSTO

 
 

SESC Ribeirão Preto

Dia(s) 26/08 Quarta, às 17h

 
 

Show com Brasil Tropical Band de Araraquara. ...

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ATAULPHO ALVES JUNIOR

 
 

SESC Santo André

Dia(s) 24/09 Quinta, às 16h.

 
 

O filho de Ataulfo Alves, grande mestre da MPB, é a

figura-chave nos shows em comemoração ao centenário

do pai. Acompanh... [leia mais]


 

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exposição de fotos

 


RETRATO DELAS COM SUAS FOTOS

 
 

SESC Interlagos

De 09/09 a 26/09. Quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h.

 
 

A exposição consiste no resultado da oficina

"Lambe-lambe contemporâneo"

realizadas pela fotógrafa Tika Tiritili e pela ...

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palestras

 


A SAÚDE DOS PÉS

 
 

SESC Carmo

Dia(s) 21/09 Segunda, das 16h às 18h.

 
 

Os cuidados básicos com o pé do idoso,

o processo de envelhecimento e as modificações na postura.

Auditório. 40 lugares.... [leia mais]


 

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multimídia

 


COMUNICAÇÃO DIGITAL - 3ª IDADE

 
 

SESC Consolação

De 04/08 a 27/08. Terças e quintas, das 18h30 às 19h30.

 
 

Demonstração e utilização dos recursos disponíveis

para comunicação na internet. Local: Internet Livre.

Para maiores de ... [leia mais]


 

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TERCEIRA NA NET

 
 

SESC Prudente

De 04/08 a 25/08. Terças, das 17h às 19h.

 
 

Inclusão de pessoas, com mais de 55 anos, com pouco

ou nenhum contato computares, ao mundo digital.

Orientação sobre fu... [leia mais]


 

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PLUGADOS

 
 

SESC Piracicaba

Dia(s) 05/08, 07/08, 12/08, 14/08, 19/08, 21/08, 26/08, 28/08 Quartas e sextas, às 15h30.

 
 

Horário dedicado às pessoas da terceira idade que

querem aprender a dar os primeiros passos no

computador e a navegar na... [leia mais]

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

SESC - Capital e Grande São Paulo


Senhoras relatam momentos de suas vidas em Ao Cair da Tarde, no
SESC Consolação

Contar uma história em troca de uma carona é o fio condutor de Ouvindo Imagens, DVD que será lançado hoje

no CineSESC, do cineasta suíço Michel Favre, inspirado na intervenção Auto PSi, de Fabiana de Barros. Estreia

no SESC Consolação o experimento cênico Ao Cair da Tarde [foto], no qual 15 senhoras entre 64 e 88 anos relatam

momentos de suas vidas que foram transformados em movimentos corporais e imagens poéticas em reverência ao

tempo. No SESC Vila Mariana, Stella Florence lança 32 - 32 anos, 32 homens, 32 tatuagens, livro em primeira pessoa

sobre a desesperada busca por um amor, enquanto Berimbrown e Mombojó, acompanhados de Junio Barreto, animam o SESC Pompeia.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Exibição de filmes para idosos na Metodista

14/08/2009

Exibição de filmes para idosos na Metodista

Filmes da atriz Dercy Gonçalves serão exibidos no "Cinema e Cidadania" (Crédito: Divulgação)

O Núcleo de Formação Cidadã dará continuidade neste semestre ao projeto de extensão Cinema e Cidadania, tem como público alvo os idosos alunos da Universidade da Terceira Idade Livre e comunidade externa interessados pela arte do cinema.

Coordenado pelo professor Francisco Henrique da Costa, no semestre passado, o projeto contou com a presença de aproximadamente 60 idosos que assistiram a filmes produzidos pelas Companhias Cinematográficas Vera Cruz e Atlântida dentre eles: Floradas na Serra; Sai da Frente; Uma certa Lucrecia; Carnaval Atlântida; e Sinhá Moça.

A partir de agosto, Costa pretende exibir e debater sobre filmes da atriz Dercy Gonçalves, ícone do cinema brasileiro. Os encontros iniciarão em 26/08 com a exibição do filme: “Minervina vem aí” com Dercy Gonçalves, Zezé Macedo, Norma Blum, Nelson Gonçalves e Trio Irakitan, às 14h na sala 412 do Edifício Delta, campus Rudge Ramos.


Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados, a partir de 24/08, nos locais abaixo:

  • Campus Rudge Ramos: Núcleo de Formação Cidadã (Edifício Beta, sala 120)
  • Campus Vergueiro: Universidade da Terceira Idade Livre
  • Biblioteca Pública Municipal Malba Tahan: Rua Helena Jacquey, 208 – Rudge Ramos

Especialistas discutem como envelhecer com saúde durante a Sports Bussiness 2009.

A medicina Anti-aging já tem 270 mil seguidores em mais de 100 países. É um ramo novo da medicina que se preocupa em dar equilíbrio metabólico ao paciente por meio de produtos e técnicas naturais promovendo a ação conjunta de diferentes especialidades médicas. O I International Workshop of the American Academy of Anti-Aging Medicine, no Brasil, tem a chancela da American Academy of Anti-Aging Medicine (A4M) e da World Academy of Anti-Aging Medicine (WAAAM) e será realizado pela primeira vez no Brasil, entre os dias 14 e 15 de agosto, no Palácio de Convenções do Anhembi.


O programa do encontro prevê discussões sobre Menopausa, Osteoporose e Fadiga Crônica, entre outros.


I International Workshop of the American Academy of Anti-Aging Medicine


14 e 15 de agosto


Palácio de Convenções do Anhembi, Santana, São Paulo


Auditório: Elis Regina


Rua Olavo Fontoura, 1209 Pq. Anhembi /portão 35



O I International Workshop of the American Academy of Anti-Aging Medicine faz parte do programa do Sports Business 2009, uma realização da Federação Paulista de Esportes e Fitness, com apoio da Associação Brasileira da Indústria do Esporte.



Ageimagem


Patricia Limeira


Patricia.limeira@ageimagem.com.br


+55 11 25896608


+55 11 9665-7704


+55 11 7806-0413


Nextel: 55*7*15341


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Calendário grupo de apoio para familiares de portadores de Alzheimer


O Grupo de apoio da ABRAz - SP (Associação Brasileira de Alzheimer e Doenças Similares do Estado de São Paulo) situado na Igreja Dom Bosco, que desenvolve seus trabalhos desde 2005, abrindo gratuitamente espaço para familiares, cuidadores formais e profissionais de diversas áreas poderem trocar experiências, exporem suas dúvidas e relatos e aprenderem mais sobre a doença de Alzheimer e demências similares, vem por meio desta comunicar mudanças no horário e dias de suas reuniões.

Os grupos, a partir de junho de 2009 ocorrerão apenas na segunda quinta-feira e última quinta-feira de cada mês. Sendo que na 2ª quinta-feira do mês ocorrerá o grupo de apoio psicológico e na última quinta-feira a palestra informativa com diferentes profissionais envolvidos no cuidado com o paciente com Alzheimer. O horário dos encontros permanecerá o mesmo, das 19h30 às 21h30, pontualmente.

O calendário de 2009, portanto ficará:

Junho

11 – Feriado – não haverá grupo

25 - palestra

Julho

09 – grupo de apoio

30 – palestra

Agosto

13 – grupo de apoio

27 – palestra

Setembro

10 – grupo de apoio

24 – palestra

Outubro

8 – grupo de apoio

29 – palestra

Novembro

12 – grupo de apoio

26 - palestra

Dezembro

Férias

Esses encontros são muito produtivos e auxiliam verdadeiramente os cuidadores e familiares. Venha participar!

Local: Igreja Dom Bosco

Rua Cerro Corá, 2101 – esquina com a Rua Pio XI – Alto de Pinheiros

Horário: 19:30

Gratuito

Informações: (11) 2091-2723 ou 0800551906.

www.abraz.com.br ou www.abrazsp.org.br

Eventos da Praça Victor Civita - Pinheiros - São Paulo - SP

Clique na imagem para ampliar







quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pressão Arterial Alta


A pressão arterial alta (hipertensão) é geralmente um distúrbio assintomático no qual a elevação anormal da pressão nas artérias aumenta o risco de distúrbios como o acidente vascular cerebral, ruptura de um aneurisma, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e lesão renal. Para muitas pessoas, a palavra hipertensão sugere tensão excessiva, nervosismo ou estresse. Contudo, em termos médicos, hipertensão referese a um quadro de pressão arterial elevada, independentemente da causa.

A hipertensão tem sido denominada de “assassino silencioso”, porque, em geral, ela não produz sintomas durante muitos anos (até ocorrer lesão de um órgão vital). Estima-se que o número de norte-americanos que apresentam hipertensão arterial seja superior a 50 milhões. O problema ocorre mais freqüentemente entre os indivíduos da raça negra – 38% dos adultos negros apresentam hipertensão arterial, em comparação com 29% dos adultos da raça branca. Frente a um determinado nível de pressão arterial, as conseqüências da hipertensão são piores nos indivíduos da raça negra.

Nos Estados Unidos, estima-se que apenas dois em cada três indivíduos com hipertensão arterial têm seu quadro diagnosticado. Desses indivíduos, 75% são tratados com medicamentos e apenas 45% destes recebem um tratamento adequado. Quando a pressão arterial é mensurada, são registrados dois valores: o mais alto se produz quando o coração se contrai (sístole) e o mais baixo se produz quando o coração relaxa entre os batimentos (diástole). A pressão arterial é transcrita com o valor da pressão sistólica seguido por uma barra e o valor da pressão diastólica. Por exemplo: 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio), o qual é lido como “cento e vinte por oitenta”.

A hipertensão arterial é definida pela pressão sistólica média em repouso de 140 mmHg ou mais e/ou pela pressão diastólica em repouso média de 90 mmHg ou mais. Nos casos de hipertensão arterial, é comum tanto a pressão sistólica quanto a pressão diastólica estarem elevadas.

Na hipertensão sistólica isolada, a pressão sistólica é igual ou superior a 140 mmHg, mas a pressão diastólica é inferior a 90 mmHg – ou seja, a pressão diastólica encontra-se dentro da faixa normal. Com o envelhecimento, a hipertensão sistólica isolada torna-se cada vez mais comum. Em praticamente todos os indivíduos, a pressão arterial aumenta com a idade, com a pressão sistólica aumentando até os 80 anos de idade e a pressão diastólica aumentando até os 55 ou 60 anos e, em seguida, estabilizando nesse patamar ou até diminuindo.

A hipertensão maligna é uma forma de hipertensão arterial particularmente grave que, caso não seja tratada, geralmente leva à morte em três ou seis meses. A hipertensão maligna é bastante rara, ocorrendo em apenas um em cada duzentos indivíduos com hipertensão arterial, mas é muito mais comum entre a raça negra do que entre a raça branca, em homens do que em mulheres e em pessoas de baixa situação socioeconômica do que em pessoas com padrão socioeconômico mais elevado.A hipertensão maligna é uma emergência médica.

Controle da Pressão Arterial

A elevação da pressão nas artérias pode ocorrer de várias maneiras. Por exemplo, o coração pode bombear com mais força, ejetando mais sangue a cada minuto. Outra possibilidade é as artérias de maior calibre perderem sua flexibilidade normal e tornarem-se rígidas, de modo que elas não conseguem expandir para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração.

Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um espaço menor que o normal e a pressão arterial aumenta. É isto o que ocorre em pessoas idosas cujas paredes arteriais se tornaram espessadas e rígidas por causa da arteriosclerose. De modo similar, a pressão arterial eleva em casos de vasoconstrição, quando artérias muito finas (arteríolas) se contraem temporariamente devido à estimulação nervosa ou por hormônios presentes no sangue.

Uma terceira forma de elevação da pressão arterial é através do aumento do aporte líquido ao sistema. Isto ocorre quando os rins funcionam mal e são incapazes de remover a quantidade adequada de sal e água do organismo. O volume de sangue no corpo aumenta e a pressão arterial também. Por outro lado, se a função de bombeamento de sangue do coração diminui, se as artérias dilatarem ou se houver perda de líquido do sistema, a pressão arterial é reduzida.

Os ajustes desses fatores são regidos por alterações da função renal e do sistema nervoso autônomo (parte do sistema nervoso que regula automaticamente muitas funções do organismo). O sistema nervoso simpático, o qual faz parte do sistema nervoso autônomo, aumenta temporariamente a pressão arterial durante a resposta de “luta ou fuga” (reação física diante de uma ameaça).

O sistema nervoso simpático aumenta tanto a freqüência quanto a força dos batimentos cardíacos. Ele também produz uma contração da maioria das arteríolas, mas expande as arteríolas de determinadas áreas, como na musculatura esquelética, onde é necessária uma maior irrigação sangüínea. Além disso, o sistema nervoso simpático diminui a excreção renal de sal e água, aumentando assim o volume sangüíneo do corpo.

O sistema nervoso simpático também libera os hormônios epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina), os quais estimulam o coração e os vasos sangüíneos. Os rins controlam a pressão arterial de vários modos. Se a pressão aumenta, os rins aumentam a excreção de sal e água, o que reduz o volume sangüíneo e faz a pressão retornar ao normal. Por outro lado, se a pressão cai, os rins diminuem a excreção de sal e água e, conseqüentemente, o volume sangüíneo aumenta e a pressão retorna ao normal.

Os rins também podem elevar a pressão arterial secretando a enzima renina, a qual estimula a produção do hormônio angiotensina, o qual, por sua vez, desencadeia a liberação do hormônio aldosterona. Devido ao importante papel dos rins no controle da pressão arterial, muitas doenças e anomalias renais podem causar o aumento da pressão arterial. Por exemplo, o estreitamento da artéria que irriga um dos rins (estenose da artéria renal) pode causar hipertensão. Da mesma forma, inflamações renais de diversos tipos e a lesão renal uni ou bilateral também podem provocar aumento da pressão arterial.


Variações da Pressão Arterial

A pressão arterial varia naturalmente durante a vida de um indivíduo. Lactentes e crianças normalmente apresentam pressão muito mais baixa que os adultos. A atividade também afeta a pressão, a qual é mais baixa quando o indivíduo encontra-se em repouso. A pressão arterial também apresenta variações ao longo do dia, sendo mais elevada pela manhã e mais baixa à noite, durante o sono.

Sempre que uma alteração provoca a elevação da pressão arterial, é desencadeado um mecanismo de compensação que procura compensar esse aumento e manter a pressão em níveis normais. Assim, um aumento no volume do sangue bombeado pelo coração, o qual tende a aumentar a pressão arterial, faz com que os vasos sangüíneos dilatem e que os rins aumentem a excreção de sal e água, o que tende a reduzir a pressão arterial. Entretanto, a arteriosclerose produz enrijecimento das artérias, impedindo sua dilatação, a qual auxiliaria na redução da pressão arterial aos seus níveis normais. Alterações arterioscleróticas renais podem comprometer a capacidade dos rins de excretar sal e água, o que contribui para a elevação da pressão arterial.

Regulação da Pressão Arterial: Sistema Renina-Angiotensina- Aldosterona

Uma queda na pressão arterial (1) provoca a liberação de renina, uma enzima renal. Por sua vez, a renina (2) ativa a angiotensina (3), um hormônio que provoca contração das paredes musculares das pequenas artérias (arteríolas), aumentando a pressão arterial. A angiotensina também desencadeia a liberação do hormônio aldosterona pelas glândulas adrenais (4), provocando a retenção de sal (sódio) e a excreção de potássio. O sódio promove a retenção de água e, dessa forma, provoca a expansão do volume sangüíneo e o aumento da pressão arterial.

Causas

Em aproximadamente 90% dos indivíduos com hipertensão arterial, a causa é desconhecida. A condição é então denominada hipertensão primária essencial. A hipertensão arterial essencial pode ter mais de uma causa. Ocorre uma combinação de diversas alterações cardíacas e dos vasos sangüíneos para elevar a pressão arterial.

Quando a causa é conhecida, a condição é denominada hipertensão secundária. Em 5 a 10% das pessoas com hipertensão arterial, a causa é uma doença renal. Em 1 a 2%, a origem é um transtorno hormonal ou o uso de determinadas drogas como, por exemplo, os anticoncepcionais orais (pílulas de controle da natalidade). Uma causa rara de hipertensão é o feocromocitoma, um tumor da glândula adrenal que secreta os hormônios epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina).

A obesidade, a vida sedentária, o estresse e a ingestão de quantidades excessivas de álcool ou de sal são fatores que têm um papel importante no desenvolvimento da hipertensão arterial em indivíduos com predisposição hereditária. O estresse tende a elevar temporariamente a pressão arterial, mas, em geral, a pressão retorna ao normal assim que o estresse desaparece. Isto explica a “hipertensão do jaleco branco”, na qual o estresse decorrente da consulta a um médico faz com que a pressão arterial aumente o suficiente fazendo com que seja diagnosticada como hipertensão em alguém que, em outras circunstâncias, apresentaria uma pressão arterial normal.

No entanto, nas pessoas suscetíveis, essas elevações breves da pressão arterial são responsáveis por lesões que, finalmente, provocam uma hipertensão arterial permanente, inclusive quando o estresse desaparece. Entretanto, essa teoria de que os aumentos transitórios da pressão podem levar a uma hipertensão arterial permanente não foi demonstrada.

Sintomas

Na maioria dos indivíduos, a hipertensão arterial não produz sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados sintomas que muitos consideram (de maneira equivocada) associados à hipertensão arterial: cefaléia, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço. Embora os indivíduos com hipertensão arterial possam apresentar esses sintomas, eles ocorrem com a mesma freqüência naqueles com pressão arterial normal.

Quando indivíduo apresenta uma hipertensão arterial grave ou prolongada e não tratada, ela apresenta sintomas como cefaléia, fadiga, náusea, vômito, dispnéia, agitação e visão borrada em decorrência de lesões que afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins. Ocasionalmente, os indivíduos com hipertensão arterial grave apresentam sonolência ou mesmo o coma em razão do edema cerebral. Esse distúrbio, denominado encefalopatia hipertensiva, requer um tratamento de emergência.

Diagnóstico

A pressão arterial deve ser mensurada após o paciente permanecer sentado ou deitado durante 5 minutos. Uma leitura igual ou superior a 140/90 mmHg é considerada alta, mas não é possivel basear o diagnóstico apenas em uma leitura. Às vezes, mesmo várias leituras com valores altos não são suficientes para o estabelecimento do diagnóstico. Se a leitura inicial apresentar um valor alto, a pressão arterial deve ser medida novamente e, em seguida, medida mais duas vezes em pelo menos dois outros dias, para se assegurar o diagnóstico de hipertensão arterial.

As leituras não apenas revelam a presença da hipertensão arterial, mas também auxiliam na classificação de sua gravidade. Após a hipertensão arterial ter sido diagnosticada, geralmente são avaliados seus efeitos sobre os órgãos-chave: coração, cérebro e rins. A retina (membrana sensível à luz localizada sobre a superfície interna da porção posterior do olho) é a única região onde o médico pode visualizar diretamente os efeitos da hipertensão arterial sobre as arteríolas.

Acredita-se que as alterações na retina sejam similares às alterações dos vasos sangüíneos de outras áreas do corpo, por exemplo, os rins. Para examinar a retina, o médico utiliza um oftalmoscópio (instrumento que permite a visualização do interior do olho). Ao determinar o grau de lesão da retina (retinopatia), o médico pode classificar a gravidade da hipertensão arterial. As alterações cardíacas – sobretudo a dilatação decorrente do aumento do trabalho necessário para bombeamento do sangue sob uma pressão elevada – podem ser detectadas através da eletrocardiografia e de radiografias torácicas.

Nas fases iniciais, as alterações são detectadas de forma mais eficaz pela ecocardiografia (técnica que utiliza ondas ultra-sônicas para a obtenção de imagens do coração). Um som (bulha) cardíaco anormal, denominado quarta bulha cardíaca, o qual pode ser auscultado com o auxílio de um cardíestetoscópio, é uma das primeiras alterações cardíacas provocadas pela hipertensão arterial. As primeiras indicações de lesão renal são detectadas principalmente pelo exame de urina. A presença de células sangüíneas e de albumina (um tipo de proteína) na urina, por exemplo, pode indicar a presença de uma lesão renal.

O médico também deve investigar a causa da hipertensão arterial, especialmente em pessoas jovens, embora isso seja possível em menos de 10% dos casos. Quanto mais alta for a pressão arterial e quanto mais jovem for o paciente, mais extensa deve ser a investigação da causa. A avaliação pode incluir radiografias e estudos renais com radioisótopos, a radiografia torácica e a determinação de determinados hormônios no sangue e na urina. Para detectar um problema renal, o médico inicialmente realiza uma anamnese (história clínica) do paciente, questionando sobre problemas renais preexistentes.

Em seguida, durante o exame físico, a área do abdômen sobre os rins é examinada, observando a presença de sensibilidade. Um estetoscópio é posicionado sobre o abdômen para auscultação de um ruído anormal (som característico do fluxo sangüíneo através de uma estenose da artéria que supre o rim). Uma amostra de urina deve ser enviada para análise laboratorial e devem ser realizadas radiografias ou ultra-sonografias do suprimento sangüíneo dos rins e, quando necessário, outras provas da função renal.

Quando a causa da hipertensão arterial é um feocromocitoma, são detectados na urina produtos metabólicos dos hormônios epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina). Geralmente, esses hormônios também produzem várias combinações de sintomas como cefaléia intensa, ansiedade, palpitação (percepção de freqüência cardíaca rápida ou irregular), transpiração excessiva, tremor e palidez. Outras causas raras de hipertensão podem ser detectadas através de determinados exames de rotina. Por exemplo, a determinação do nível de potássio no sangue pode auxiliar na detecção de hiperaldosteronismo, e a mensuração da pressão arterial nos membros superiores e inferiores pode auxiliar na detecção da coarctação da aorta.


Principais Causas da Hipertensão Secundária

Problemas renais Estenose da artéria renal ielonefrite Glomerulonefrite Tumores renais im policístico (em geral hereditário) Lesões renais Radioterapia que afeta os rins

Distúrbios hormonais Hiperaldosteronismo Síndrome de Cushing Feocromocitoma

Drogas Contraceptivos orais Corticosteróides Ciclosporina Eritropoietina Cocaína Álcool (quantidades excessivas) Alcaçuz (quantidades excessivas)

Outras Causas Coarctação da aorta Gravidez complicada pela pré-eclampsia Porfiria intermitente aguda Intoxicação aguda por chumbo

Classificação da Pressão Arterial em Adultos

Quando as pressões sistólica e diastólica de um indivíduo são classificadas em diferentes categorias, a mais alta é utilizada para classificar sua pressão arterial. Por exemplo, 160/92 é classificada como hipertensão arterial de grau 2 e 180/120 é classificada como hipertensão arterial de grau 4. A pressão arterial ideal para a minimização do risco de problemas cardiovasculares situa-se abaixo de 120/80 mmHg. No entanto, as leituras incomumente baixas devem ser avaliadas.



Categoria

Pressão Arterial Sistólica

Pressão Arterial Diastólica

Pressão arterial normal

Inferior a 130 mmHg

Inferior a 85 mmHg

Pressão arterial normal alta

130-139

85-89

Hipertensão de grau 1 (leve)

140-159

90-99

Hipertensão de grau 2 (moderada)

160-179

100-109

Hipertensão de grau 3 (grave)

180-209

110-119

Hipertensão de grau 4 (muito grave)

Igual ou superior a 210

Igual ou superior a 120

Prognóstico

A hipertensão arterial não tratada aumenta o risco de uma cardiopatia (como a insuficiência cardíaca ou o infarto do miocárdio), de insuficiência renal e de acidente vascular cerebral em pessoas jovens. A hipertensão arterial é o fator de risco mais importante do acidente vascular cerebral. Ela também é um dos três principais fatores de risco do infarto do miocárdio contra o qual uma pessoa pode instituir medidas. Os outros dois fatores de risco são o tabagismo e o nível sangüíneo elevado de colesterol. O tratamento da hipertensão arterial diminui enormemente o risco de acidente vascular cerebral e de insuficiência cardíaca e, em menor grau,o risco de infarto do miocárdio. Sem tratamento, menos de 5% das pessoas com hipertensão maligna sobrevivem mais de um ano.

Tratamento

A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas pode ser tratada para impedir complicações. Como a hipertensão arterial em si é assintomática, os médicos procuram evitar tratamentos que provoquem mal-estar ou que interfiram no estilo de vida do paciente. Antes da prescrição de qualquer medicamento, é comum serem tentadas medidas alternativas. É aconselhado aos indivíduos com excesso de peso e com hipertensão arterial que eles reduzam o peso até os níveis ideais.

As alterações dietéticas dos indivíduos diabéticos, obesos ou com nível sangüíneo de colesterol elevado também são importantes para a saúde cardiovascular geral. A redução do consumo diário para menos de 2,3 g de sódio ou 6 g de cloreto de sódio (com manutenção da ingestão adequada de cálcio, magnésio e potássio) e a redução da ingestão diária de álcool para menos de 709 ml de cerveja, 236 ml de vinho ou 59 ml de uísque puro podem tornar desnecessário o tratamento da hipertensão arterial.

A prática moderada de exercícios aeróbios é útil. Desde que a pressão arterial esteja sob controle, os indivíduos com hipertensão arterial essencial não precisam restringir suas atividades. Os tabagistas devem deixar de fumar. Freqüentemente, os médicos recomendam aos indivíduos com hipertensão arterial que controlem a pressão arterial em casa, procedimento que conscientiza o paciente em relação ao cumprimento das recomendações médicas.

Terapia Medicamentosa

Teoricamente, qualquer pessoa com hipertensão arterial pode mantê-la sob controle por meio de uma grande variedade de drogas, mas o tratamento deve ser individualizado. O tratamento é mais eficaz quando existe uma boa comunicação entre o paciente e o médico e a colaboração com o programa de tratamento. Não existe uma concordância entre os especialistas em relação ao nível de redução da pressão arterial durante o tratamento ou no que diz respeito a quando e como a hipertensão arterial de grau 1 (leve) deve ser tratada. No entanto, existe um consenso de que quanto mais alta for a pressão arterial, maiores são os riscos, inclusive quando os níveis encontram-se dentro da faixa de normalidade.

Por essa razão, alguns especialistas aconselham que qualquer elevação, não importando quão mínima ela seja, deve ser tratada e quanto maior for a redução, melhor. Outros especialistas afirmam que o tratamento da pressão arterial inferior a um certo nível pode, na verdade, aumentar os riscos de infarto do miocárdio e de morte súbita, em vez de reduzilos, particularmente em pessoas com doença arterial coronariana. Vários tipos de drogas reduzem a pressão arterial através mecanismos diferentes.

Alguns médicos utilizam um tratamento escalonado, isto é, iniciam com um tipo de droga e, de acordo com a necessidade, acrescentam outras. Outros médicos preferem um tratamento seqüencial, isto é, prescrevem uma droga e, caso esta seja ineficaz, a suspendem e prescrevem uma outra. Ao escolher uma droga, o médico leva em consideração fatores como a idade, o sexo e a raça do paciente; a gravidade da hipertensão; a presença de outros distúrbios, como o diabetes ou o nível sangüíneo de colesterol elevado; os possíveis efeitos colaterais, os quais variam de uma droga a outra; e o custo dos medicamentos e dos exames necessários para controlar sua segurança.

A maioria das pessoas tolera as drogas antihipertensivas sem problemas. No entanto, qualquer droga anti-hipertensiva pode causar efeitos colaterais. Por essa razão, caso eles ocorram, o paciente deve informar o médico, que poderá ajustar a dose ou substituir a droga utilizada por uma outra. Geralmente, o primeiro medicamento receitado no tratamento da hipertensão arterial é um diurético tiazídico. Os diuréticos ajudam os rins a eliminar sal e água, o que diminui o volume de líquido do organismo, promovendo a queda da pressão arterial. Os diuréticos também produzem dilatação dos vasos sangüíneos.

Como os diuréticos acarretam perda de potássio na urina, algumas vezes é necessária a administração de suplemento de potássio ou de drogas que poupam potássio. Os diuréticos são particularmente úteis para os indivíduos da raça negra, idosos, obesos e portadores de insuficiência cardíaca ou insuficiência renal crônica. Os bloqueadores adrenérgicos – grupo de drogas que inclui os alfabloqueadores, os betabloqueadores e o alfa-betabloqueador labetalol – bloqueiam os efeitos do sistema nervoso simpático, o sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando a pressão arterial.

Sendo os bloqueadores adrenérgicos mais comumente utilizados, os beta-bloqueadores são particularmente úteis para os indivíduos da raça branca, jovens e para aqueles que sofreram um infarto do miocárdio ou apresentam freqüência cardíaca elevada, angina pectoris (dor torácica) ou cefaléia do tipo enxaqueca. Os inibidores da enzima conversora da angiotensina reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias.

Essas drogas são particularmente úteis para os indivíduos da raça branca, jovens, portadores de insuficiência cardíaca, indivíduos que apresentam proteína na urina em decorrência de uma nefropatia crônica ou de uma nefropatia diabética e homens que apresentam impotência como efeito colateral de uma outra droga.

Os bloqueadores da angiotensina II reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar – porém mais direto – ao mecanismo dos inibidores da enzima conversora da angiotensina. Devido ao seu modo de ação, os bloqueadores da angiotensina II parecem causar menos efeitos colaterais.

Os antagonistas do cálcio produz dilatação dos vasos sangüíneos através de um mecanismo completamente diferente. São particularmente úteis para os indivíduos da raça negra, idosos e aqueles que apresentam angina pectoris (dor torácica), certos tipos de arritmias ou enxaquecas. Relatos recentes sugerem que os antagonistas do cálcio de ação curta aumentam o risco de morte por infarto do miocárdio, mas não existem relatos sugerindo o mesmo efeito para os antagonistas do cálcio de ação prolongada.

Os vasodilatadores diretos dilatam os vasos sangüíneos através de outro mecanismo. Uma droga dessa classe quase nunca é utilizado isoladamente. Em vez disso, ela costuma ser adicionada como uma segunda medicação, quando a outra droga isoladamente não consegue reduzir suficientemente a pressão arterial.

As emergências hipertensivas – como a hipertensão arterial maligna – exigem a redução rápida da pressão arterial. Existem várias drogas que produzem esse efeito e a maioria delas é administrada pela via intravenosa. Essas drogas incluem o diazóxido, o nitroprussiato, a nitroglicerina e o labetalol. Anifedipina, um antagonista do cálcio, tem uma ação muito rápida e pode ser administrada pela via oral.

No entanto, devido a sua possibilidade de causar hipotensão, ela exige um controle cuidadoso do paciente. Tratamento da Hipertensão Secundária O tratamento da hipertensão secundária depende da sua causa. Em alguns casos, o tratamento de uma doença renal pode normalizar a pressão arterial ou, pelo menos, reduzi-la, de modo que a terapia medicamentosa é mais efetiva. Uma estenose de uma artéria renal pode ser dilatada através inserção de um cateter com um balão em sua extremidade, o qual é insuflado.

Também pode ser realizada uma derivação da área estenosada da artéria que irriga o rim. Freqüentemente, esse tipo de revascularização cura a hipertensão arterial. Tumores que causam hipertensão arterial, como o feocromocitoma, podem ser removidos cirurgicamente.

Fonte: Manual Merck

Pressão Arterial Baixa

A pressão arterial baixa(hipotensão) é a pressão arterial baixa o suficiente para produzir sintomas, como tontura e desmaio. A manutenção da pressão do sangue quando ele deixa o coração e circula por todo o corpo é tão essencial quanto a manutenção da pressão da água nas tubulações de uma casa. A pressão deve ser suficientemente alta para que oxigênio e nutrientes sejam fornecidos a todas as células do corpo e para que sejam removidos os produtos metabólicos.

No entanto, se a pressão arterial for demasiadamente elevada, ela pode romper um vaso sangüíneo e provocar um sangramento no cérebro (acidente vascular cerebral hemorrágico) ou outras complicações. Se a pressão arterial estiver muito baixa, o sangue pode não fornecer oxigênio e nutrientes suficientes para as células, nem remover de forma adequada os produtos metabólicos. No entanto, as pessoas sadias que apresentam uma pressão arterial baixa em repouso tendem a viver mais tempo.


Mecanismos de Compensação

Existem três fatores que ajudam a determinar a pressão arterial: o volume de sangue bombeado pelo coração, o volume de sangue nos vasos sangüíneos e a capacidade dos vasos sangüíneos. Quanto mais sangue for bombeado do coração (débito cardíaco) por minuto, maior será a pressão arterial.

O volume de sangue bombeado pode ser reduzido se o coração bater mais lentamente ou se suas contrações forem mais fracas, como pode ocorrer após um infarto do miocárdio. Um batimento cardíaco extremamente rápido, o qual pode reduzir a eficácia da função de bomba do coração, também pode reduzir o débito cardíaco, assim como outros tipos de ritmos cardíacos anormais. Quanto maior for a quantidade de sangue circulante, maior é a pressão arterial. Uma perda de sangue devido à desidratação ou à hemorragia pode reduzir o volume sangüíneo e diminuir a pressão arterial. Quanto menor for a capacidade dos vasos sangüíneos, maior a pressão arterial.

Assim, a dilatação dos vasos sangüíneos provoca a redução da pressão arterial, enquanto a constrição dos vasos provoca sua elevação. Determinados sensores, particularmente os do pescoço e do tórax, controlam constantemente a pressão arterial. Quando detectam uma alteração produzida por um desses três fatores, os sensores desencadeiam uma alteração em um dos outros fatores para compensar o quadro e, dessa maneira, manter a pressão arterial constante. Os nervos transmitem sinais desses sensores e dos centros cerebrais para diversos órgãos-chave:


• Coração: para modificar a freqüência e a força dos batimentos cardíacos, alterando assim o volume de sangue bombeado;

• Rins: para regular a excreção de água e, dessa maneira, alterar o volume de sangue circulante;

• Vasos sangüíneos: provocando constrição ou dilatação, de modo a alterar a capacidade dos vasos sangüíneos.

Conseqüentemente, se os vasos sangüíneos dilatarem, o que tende a reduzir a pressão arterial, os sensores, imediatamente, enviam sinais ao cérebro e deste ao coração para elevar a freqüência cardíaca, aumentando o débito cardíaco. Como resultado, a pressão arterial permanece constante ou altera muito pouco. No entanto, esses mecanismos de compensação apresentam limitações. Por exemplo, quando uma pessoa apresenta um sangramento, a freqüência cardíaca eleva, aumentando o débito cardíaco, e os vasos sangüíneos contraem, reduzindo sua capacidade.

Entretanto, se ela perder uma grande quantidade de sangue rapidamente, os mecanismos de compensação são insuficientes e a pressão arterial diminui. Se o sangramento for interrompido, o restante do líquido do organismo tende a entrar na circulação sangüínea, recuperando o volume e normalizando a pressão arterial. Finalmente, novas células sangüíneas são produzidas e o volume sangüíneo é completamente restaurado.

Se o indivíduo receber uma transfusão de sangue, o volume sangüíneo rapidamente é restaurado. A hipotensão arterial também pode ser resultante de uma disfunção dos mecanismos que mantêm a pressão arterial. Por exemplo, se houver um comprometimento da capacidade dos nervos de transmitir os sinais por uma doença, os mecanismos de controle compensatório podem não funcionar adequadamente.


Desmaio

O desmaio (síncope) é uma perda súbita e breve da consciência. O desmaio é um sintoma de aporte inadequado de oxigênio e outros nutrientes ao cérebro, o qual geralmente é provocado por uma diminuição temporária do fluxo sangüíneo. Essa redução do fluxo ocorre sempre que o organismo não consegue compensar rapidamente uma queda na pressão arterial. Por exemplo, se um indivíduo apresenta uma arritmia, o coração pode ser incapaz de aumentar seu débito de sangue o suficiente para compensar a redução da pressão arterial.

Os indivíduos com esse tipo de problema podem sentir-se bem em repouso, mas podem desmaiar durante o exercício, pois a demanda de oxigênio pelo organismo aumenta subitamente. Este tipo de desmaio é denominado síncope de exercício ou de esforço. Com freqüência, a pessoa desmaia após haver praticado exercício. Isto ocorre porque o coração é incapaz de manter uma pressão arterial adequada durante o exercício.

Quando o exercício é interrompido, a freqüência cardíaca começa a cair, mas os vasos sangüíneos dos músculos permanecem dilatados para eliminar os produtos metabólicos. A combinação entre a redução do débito cardíaco e o aumento da capacidade dos vasos provoca a redução da pressão arterial e o desmaio. Obviamente, o volume sangüíneo diminui quando ocorre sangramento.

Contudo, ele também pode diminuir quando a pessoa está desidratada em decorrência de problemas como a diarréia, a sudorese ou a micção excessivas, o que, freqüentemente, ocorre em casos não tratados de diabetes ou doença de Addison. O indivíduo também pode desmaiar quando os mecanismos de compensação são afetados por sinais enviados através dos nervos oriundos de outras partes do corpo. Por exemplo, uma uma cólica intestinal pode enviar um sinal ao coração por meio do nervo vato que reduz a freqüência cardíaca o suficiente para fazer com que o indivíduo desmaie.

Este tipo de desmaio é denominado síncope vasomotora ou vasovagal. Muitos outros sinais – produzidos por sensações como a dor, o medo e a visão de sangue – podem levar a esse tipo de desmaio. Em geral, o desmaio causado pela tosse (síncope da tosse) ou pela micção excessiva (síncope da micção) ocorre quando a quantidade de sangue que retorna ao coração diminui durante a realização do esforço. O desmaio causado pela micção excessiva é particularmente comum nos idosos.

A síncope da deglutição pode acompanhar doenças do esôfago. As causas de desmaio também podem ser a diminuição do número de eritrócitos (anemia), a diminuição do nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) ou a diminuição do nível de dióxido de carbono no sangue (hipocapnia) causada por respirações aceleradas (hiperventilação). Às vezes, a ansiedade leva à hiperventilação. Quando o nível de dióxido de carbono diminui, os vasos san-güíneos no cérebro contraem e o indivíduo pode ter uma sensação de desmaio, mas, na verdade, não chega a perder a consciência.

A síncope do levantador de peso pode ser decorrente da hiperventilação realizada antes do levantamento. Raramente, mais frequente em pessoas idosas, o desmaio pode fazer parte de um acidente vascular cerebral leve, no qual o fluxo sangüíneo a uma área do cérebro diminui subitamente.

Principais Causas de Hipotensão Arterial


Alteração no Mecanismo de Compensação Causas

Diminuição do débito cardíaco Ritmos cardíacos anormais Lesão, perda ou disfunção do miocárdio Distúrbios das válvulas cardíacas Embolia pulmonar

Diminuição do volume de sangue Sangramento excessivo Diarréia Sudorese excessiva Micção excessiva

Aumento da capacidade dos vasos sangüíneos Choque séptico Exposição ao calor Drogas vasodilatadoras (nitratos, bloqueadores do cálcio, inibidores da enzima conversora da angiotensina)

Sintomas

A tontura ou a vertigem podem preceder o desmaio, especialmente quando o indivíduo encontra- se em pé. Quando ele cai, a pressão arterial aumenta, em parte pelo fato dele estar deitado e freqüentemente porque a causa do desmaio desaparece. Se o indivíduo ficar em pé de modo demasiadamente rápido, ele poderá desmaiar novamente. Quando a causa é uma arritmia, o desmaio começa e termina de modo súbito.

Às vezes, o indivíduo apresenta palpitação (percepção dos batimentos cardíacos) imediatamente antes de desmaiar. O desmaio ortostático ocorre quando a pessoa senta-se ou fica em pé com demasiada rapidez. Uma forma similar de desmaio, denominada síncope “da parada militar”, ocorre quando a pessoa fica em pé e parada durante longo tempo em um dia quente. Como os músculos dos membros inferiores não são utilizados, eles não impulsionam o sangue na direção do coração e, conseqüentemente, ocorre um acúmulo de sangue nas veias dos membros inferiores e a pressão arterial cai.

A síncope vasovagal pode ocorrer quando o indivíduo está sentado ou em pé e, freqüentemente, ela é precedida de náusea, fraqueza, bocejos, turvamento da visão e sudorese. O indivíduo apresenta palidez intensa, o pulso torna-se muito lento e o indivíduo desmaia. O desmaio que apresenta um início gradual com sintomas de alerta e que também desaparece de forma progressiva sugere alterações na composição química do sangue como, por exemplo, queda do nível sangüíneo de açúcar (hipoglicemia) ou diminuição do nível sangüíneo de dióxido de carbono (hipocapnia) causada pela hiperventilação.

A hipocapnia comumente é precedida de uma sensação de alfinetadas e agulhadas e de desconforto torácico. O desmaio histérico não é um desmaio verdadeiro. O indivíduo somente aparenta estar inconsciente, mas não apresenta alterações da freqüência cardíaca ou da pressão arterial, não apresenta sudorose nem palidez.

Diagnóstico

O médico tenta determinar a causa subjacente dos desmaios porque algumas são mais graves que outras. A cardiopatia, por exemplo um ritmo cardíaco anormal ou a estenose da válvula aórtica, pode ser fatal; outras causas, porém, são muito menos preocupantes.

Os fatores que facilitam o diagnóstico incluem a idade do paciente no momento em que os episódios de desmaio iniciaram, as circunstâncias em que os desmaios ocorrem, qualquer sinal de alerta que precedem os episódios de desmaio e as medidas que ajudam a pessoa a se recuperar – como deitar-se, prender a respiração ou beber suco de laranja. Descrições realizadas por testemunhas do episódio de desmaio podem ajudar. O médico também precisa saber se o indivíduo apresenta qualquer outro distúrbio e se está fazendo uso de algum medicamento de receita obrigatória ou de venda livre.

O médico pode reproduzir um episódio de desmaio sob condições seguras, solicitando ao paciente que ele respire rápida e profundamente. Ou, enquanto controla os batimentos cardíacos através um eletrocardiograma (ECG), ele pode pres sionar suavemente a região sobre o seio carotídeo (a parte da artéria carótida interna que contém sensores que controlam a pressão arterial). Um eletrocardiograma (ECG) pode indicar uma doença pulmonar ou uma cardiopatia subjacente.

Para descobrir a causa do desmaio, pode ser necessária a utilização de um monitor Holter – um pequeno aparelho que registra os ritmos cardíacos durante 24 horas, enquanto o indivíduo realiza suas atividades comuns. Se uma arritmia cardíaca coincidir com um episódio de desmaio, ela poderá ser – mas não necessariamente – a causa. Outros exames, como a ecocardiografia (técnica de obtenção de imagens por meio de ondas ultra-sônicas), podem determinar se o coração apresenta uma anormalidade estrutural ou funcional.

Os exames de sangue podem revelar um nível sangüíneo baixo de açúcar (hipoglicemia) ou uma contagem eritrocitária baixa (anemia). Para diagnosticar uma epilepsia – a qual, algumas vezes, pode ser confundida com desmaio – o médico pode utilizar a eletroencefalografia, um exame que revela os padrões de ondas elétricas cerebrais.

Tratamento

Em geral, a colocação do paciente em decúbito dorsal é o suficiente para que ele recupere consciência. A elevação dos membros inferiores pode acelerar a recuperação por aumentar o fluxo sangüíneo ao coração e ao cérebro.

No entanto, se o indivíduo sentar-se com demasiada rapidez ou se ele for apoiado ou carregado em uma posição ereta, pode ocorrer outro episódio de desmaio. Geralmente, nos indivíduos jovens que não apresentam cardiopatia, os desmaios não são graves e, raramente, são necessárias investigações diagnósticas extensas ou tratamento. Entretanto, nas pessoas idosas, o desmaio pode ser decorrente de diversos problemas interrelacionados, os quais impedem o ajuste adequado do coração e dos vasos sangüíneos a uma redução na pressão arterial. O tratamento dependerá da causa.

O batimento cardíaco demasiadamente lento pode ser corrigido pelo implante cirúrgico de um marcapasso, aparelho eletrônico que estimula os batimentos cardíacos. A freqüência cardíaca muito elevada pode ser reduzida através da terapia medicamentosa. Se o paciente aprsentar uma arritmia cardíaca ocasional, é possível a implantação de um desfibrilador que restaure o ritmo cardíaco normal. Também podem ser tratadas outras causas de desmaio como, por exemplo, a hipoglicemia, a anemia ou o baixo volume sangüíneo. A intervenção cirúrgica deve ser aventada nos casos de valvulopatias, independentemente da idade do indivíduo.


Hipotensão Ortostática

A hipotensão ortostática é a queda excessiva da pressão arterial quando a pessoa fica em pé, acarretando diminuição do fluxo sangüíneo para o cérebro e desmaio. A hipotensão ortostática não é uma doença específica, mas uma incapacidade de regular rapidamente a pressão arterial. Ela possui várias causas. Quando o indivíduo assume a posição em pé abruptamente, a força da gravidade faz com que haja acúmulo de uma quantidade de sangue nas veias dos membros inferiores e na parte inferior do corpo.

O acúmulo reduz discretamente o volume sangüíneo que retorna ao coração e também o volume de sangue bombeado pelo coração. Em conseqüência, ocorre uma queda da pressão arterial. O corpo responde imediatamente: o coração bate mais rapidamente e suas contrações tornam-se mais fortes. Os vasos sangüíneos contraem e, conseqüentemente, ocorre uma redução de sua capacidade. Se essas respostas compensatórias não ocorrerem ou forem lentas, o indivíduo apresentará hipotensão ortostática.

Quase todos os episódios de hipotensão ortostática ocorrem como efeito colateral de certas drogas, em particular as administradas no tratamento de problemas cardiovasculares e, mais especificamente, em pessoas idosas. Por exemplo, os diuréticos, sobretudo os potentes e administrados em doses elevadas, podem reduzir o volume sangüíneo ao promoverem a eliminação de líquido do corpo e, conseqüentemente, reduzindo a pressão arterial.

Drogas vasodilatadoras – como os nitratos, os bloqueadores dos canais de cálcio e os inibidores da enzima conversora da angiotensina – aumentam a capacidade dos vasos, reduzindo também a pressão arterial. O volume sangüíneo pode ser reduzido por sangramento ou por uma perda excessiva de líquido em decorrência de episódios graves de vômito, diarréia, sudorese, diabetes não-tratado ou doença de Addison.

Os sensores existentes nas artérias, que desencadeiam respostas compensatórias, podem ser comprometidos por algumas drogas, como os barbitúricos, o álcool e medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão arterial e da depressão. Doenças que lesam os nervos que controlam o diâmetro dos vasos sangüíneos também podem causar hipotensão ortostática. Essa lesão é uma complicação comum no diabetes, na amiloidose e em lesões da medula espinhal.

Sintomas e Diagnóstico

Quase todos os indivíduos com hipotensão ortostática apresentam alguns episódios de desmaio, vertigem, tontura, confusão mental ou turvamento da visão ao passarem da posição horizontal para a posição em pé ou quando se levantam após permanecerem um longo período na posição sentada. A fadiga, o exercício, o uso de álcool ou uma refeição farta podem agravar os sintomas.

Uma diminuição pronunciada do fluxo sangüíneo cerebral pode acarretar desmaio e até mesmo convulsões. Quando esses sintomas ocorrem, o médico pode diagnosticar uma hipotensão ortostática. O diagnóstico pode ser confirmado se a pressão arterial apresentar uma queda significativa quando o indivíduo fica em pé e retornar ao normal quando ele se deita. O médico deve então investigar a causa da hipotensão ortostática de seu paciente.

Prognóstico e Tratamento

Um indivíduo diabético com hipertensão arterial pode ter um prognóstico pior se ele também apresentar hipotensão ortostática. Quando a causa da hipotensão ortostática é um baixo volume sangüíneo, uma droga especifica ou sua dosagem, o problema pode ser corrigido rapidamente.

Quando a causa da hipotensão ortostática não pode ser tratada, os sintomas comumente podem ser reduzidos ou eliminados. Os indivíduos suscetíveis não devem se sentar ou ficar em pé rapidamente, nem devem permanecer em pé e imóveis durante longos períodos. Se a hipotensão arterial for decorrente do acúmulo de sangue nos membros inferiores, as meias elásticas apropriadas podem ajudar.

Quando a hipotensão ortostática é decorrente de um repouso prolongado ao leito, o indivíduo pode melhorar a condição permanecendo na posição sentada durante períodos gradativamente maiores. A efedrina ou a fenilefrina podem auxiliar na prevenção da queda da pressão arterial. O volume sangüíneo também pode ser expandido com o aumento da ingestão de sal e, se necessário, com a administração de hormônios que provocam a retenção de sal, como a fludrocortisona.

Freqüentemente, é solicitado aos indivíduos que não apresentam insuficiência cardíaca ou hipertensão a aumentarem a quantidade de sal nos alimentos ou que eles consumam comprimidos de sal. Os idosos com hipotensão ortostática devem beber muito líquido e pouco ou nenhum álcool. Em razão da retenção de sal e água, a pessoa pode ganhar rapidamente 1,5 a 2,5 quilos e a dieta rica em sal pode levar à insuficiência cardíaca, particularmente nos indivíduos idosos. Se essas medidas não forem eficazes, outras drogas – como o propranolol, a diidroergotamina, a indometacina e a metoclopramida – poderão ajudar a aliviar a hipotensão ortostática, mas com um risco significativo de efeitos adversos.